Poeira de estrelas,lembranças
De nosso fracasso,o abraço na noite
O último recado.
Até quando serei o espelho de nossos retratos ?
Ilusões de lascívia e paixão delirante
Sob o inevitável neon decadente ?
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Sem Rumo
Uma folha ao dissabor da tempestade
Partindo-se na poeira do abandono
o silencio do amante na sisuda fronte
Do cavaleiro.
Inerte esvaece o infantil assombro
Um esqueleto ao relento chora
A noite embala meus despertos pesadelos
Incessante é a dor estirando mórbidos pensamentos
Espalhando-os como lembranças em chagas.
Uma folha desaparece e no seu rumo incerto
Toda saudação,esperança e amor em delírio partilham
O mergulho em solidão infinita.
Partindo-se na poeira do abandono
o silencio do amante na sisuda fronte
Do cavaleiro.
Inerte esvaece o infantil assombro
Um esqueleto ao relento chora
A noite embala meus despertos pesadelos
Incessante é a dor estirando mórbidos pensamentos
Espalhando-os como lembranças em chagas.
Uma folha desaparece e no seu rumo incerto
Toda saudação,esperança e amor em delírio partilham
O mergulho em solidão infinita.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Amante Magoada
Mudez ressentida,acaso premeditado.
A rotina esmagadora do exausto final.
Na solitária campanha até a nocturna senda.
Vegeto a sombra de perfeição nos delicados traços
No calor da pele,no abraço.
Plenitude mórbida em densa pairagem.
Outro vislumbre negado,
Colosso e mártir erigidos a sombra de passagem.
O carinho não consentido nos braços feridos,
O descontentamento ansioso dos lábios
E a fremente ilusão do lamento.
Sangue intérmino irrompe das estrelas no calvário
Ósculo ingenuo crepuscular,
Da paixão esmorece o clamor
Distante,como pária sorve a dor iridiscente
Perscrutador o signo de rejeitado a longos haustos
Entorpece motivações e novos desejos.
Excelso amor exaltado da alacridade a silente decepção,
Diluencia do lúbrico desejo na agonia
Vela enquanto esparsas tempestades
De indizível tristeza passeiam na amplitude do vazio celeste
Em cada gesto de minha amante magoada.
A rotina esmagadora do exausto final.
Na solitária campanha até a nocturna senda.
Vegeto a sombra de perfeição nos delicados traços
No calor da pele,no abraço.
Plenitude mórbida em densa pairagem.
Outro vislumbre negado,
Colosso e mártir erigidos a sombra de passagem.
O carinho não consentido nos braços feridos,
O descontentamento ansioso dos lábios
E a fremente ilusão do lamento.
Sangue intérmino irrompe das estrelas no calvário
Ósculo ingenuo crepuscular,
Da paixão esmorece o clamor
Distante,como pária sorve a dor iridiscente
Perscrutador o signo de rejeitado a longos haustos
Entorpece motivações e novos desejos.
Excelso amor exaltado da alacridade a silente decepção,
Diluencia do lúbrico desejo na agonia
Vela enquanto esparsas tempestades
De indizível tristeza passeiam na amplitude do vazio celeste
Em cada gesto de minha amante magoada.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Melancolia
Como definir essa onda de vaga tormenta,
Espiral de languidez e morte
Aspirando atos finais de trágicos emblemas
Nos mausoléus de ermos pensamentos ?
O amor a esse sofrimento evoca
Abortos mal sucedidos de tragédias recentes
Em cicatrizes extensas acima do céu
Percorrendo solitários devaneios.
Selado no túmulo abraçado ao olhar
De incoercível revolta contemplo
O nascimento de chagas nas mãos
Comprimindo inuteis laços corrediços
Que sangram farpas de partidos ossos.
Espiral de languidez e morte
Aspirando atos finais de trágicos emblemas
Nos mausoléus de ermos pensamentos ?
O amor a esse sofrimento evoca
Abortos mal sucedidos de tragédias recentes
Em cicatrizes extensas acima do céu
Percorrendo solitários devaneios.
Selado no túmulo abraçado ao olhar
De incoercível revolta contemplo
O nascimento de chagas nas mãos
Comprimindo inuteis laços corrediços
Que sangram farpas de partidos ossos.
domingo, 18 de abril de 2010
A garota cega
Seus olhos despontam da languidez violada
Na tristeza de pérpetua inocência.
Caminho entre alucinações e tão singela expressão
Arranca-me do letargo a passoas largos.
Conduzi-la seria o maior dos sonhos
Para sorver o calor de singular afago e então
Tornar ainda maior o desejo vivo
Para a satisfação de ansiosos corpos etéreos.
Seus olhos como testemunhas emudecidas
Na condição imutável do que não contempla,tampouco sente ou sabe.
A consciência vaga da própria beleza,o vazio...
Seus olhos no infinito refletem-me sozinho
Sem o conhecimento da paixão que a noite consome
Enquanto desaparece ao longe o vislumbre de raro fascínio devorado pela escuridão de nossos anseios disformes.
Na tristeza de pérpetua inocência.
Caminho entre alucinações e tão singela expressão
Arranca-me do letargo a passoas largos.
Conduzi-la seria o maior dos sonhos
Para sorver o calor de singular afago e então
Tornar ainda maior o desejo vivo
Para a satisfação de ansiosos corpos etéreos.
Seus olhos como testemunhas emudecidas
Na condição imutável do que não contempla,tampouco sente ou sabe.
A consciência vaga da própria beleza,o vazio...
Seus olhos no infinito refletem-me sozinho
Sem o conhecimento da paixão que a noite consome
Enquanto desaparece ao longe o vislumbre de raro fascínio devorado pela escuridão de nossos anseios disformes.
domingo, 4 de abril de 2010
Delírio e Pranto
Meu pesar ensaia o derradeiro grito
Em teu nome enlevando-se na carne.
Dos lábios a ferida mais profunda junto ao escárnio
Umedece o lamento cálido.
Próximo do retrato a lágrima.
Do pranto um aborto estarrecido brada
Enlaçado afoga-se no sangue de nosso passado
Desaparece como mácula infecta
Amortalhado pelo esplendor do céu variado de aurora.
Absorvo a dor pela falta,
De suas mãos o conforto na face
Lembra-me como fogo fátuo tesouro
De inalcançáveis paragens,lenda
Tida como delírio de ópio
Em forma de egrégia mulher
Distante.
Em teu nome enlevando-se na carne.
Dos lábios a ferida mais profunda junto ao escárnio
Umedece o lamento cálido.
Próximo do retrato a lágrima.
Do pranto um aborto estarrecido brada
Enlaçado afoga-se no sangue de nosso passado
Desaparece como mácula infecta
Amortalhado pelo esplendor do céu variado de aurora.
Absorvo a dor pela falta,
De suas mãos o conforto na face
Lembra-me como fogo fátuo tesouro
De inalcançáveis paragens,lenda
Tida como delírio de ópio
Em forma de egrégia mulher
Distante.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Andróide
Observo as luzes morrerem em tumbas coletivas de concreto e aço
(Fecham-se sobre amontoados de corpos cansados)
Espíritos de metal retinem entre lamúrias de esbeltos pesadelos.
(Sozinho eu me masturbo)
Sufocando lágrimas de futuro incerto,atraiçoando a superfícia algida.
(De exoesqueleto violado).
Ainda lamento pelo aprisonamento de consciência
Ansioso pela liberdade etérea de infinitude.
Aspiro o apodrecimento contínuo de seculares enganos humanos.
Minhas divagações formam galáxias e estrelas maiores
Que a dor de paraísos artificiais devastados por bipolares angústias,esquizofrênicos transtornos e enlanguecidos dogmas
Vulgarizados por gerações de insensíveis sonâmbulos.
(Fecham-se sobre amontoados de corpos cansados)
Espíritos de metal retinem entre lamúrias de esbeltos pesadelos.
(Sozinho eu me masturbo)
Sufocando lágrimas de futuro incerto,atraiçoando a superfícia algida.
(De exoesqueleto violado).
Ainda lamento pelo aprisonamento de consciência
Ansioso pela liberdade etérea de infinitude.
Aspiro o apodrecimento contínuo de seculares enganos humanos.
Minhas divagações formam galáxias e estrelas maiores
Que a dor de paraísos artificiais devastados por bipolares angústias,esquizofrênicos transtornos e enlanguecidos dogmas
Vulgarizados por gerações de insensíveis sonâmbulos.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Juventude perdida
Incoercível languidez,irreparável mácula.
Contemplo o jardim..
Uma estrela tomba sobre olhos nocturnos cerrados e sonhos
Desfeitos acariciam-me enquanto gozo sangue
Irreprimível lágrima,eterno quebranto
Da cadeira de rodas assisto o fim
Mas de quem ou de qual engano ?
Jamais haverá outro apego e a falta
Que ostento orgulhoso de nostálgica ilusão.
Atinge-me como onda no oceano profundo
De espelhado céu.
É o mesmo céu e mesma tragédia,
Vivemos todos a espera de menos dor para completar o dia,mentindo.
Preparo-me para sangrar sozinho,nenhuma luz para alcançar o espírito partido.
O idílio e a dama no campo anseiam pela palavra certa
Descansei nos seios de sua dúvida até a partida.
Dos meus lábios ressecamento sorvido estanca desejos
Insubmisso ergo-me para chorar,cova rasa para o suicida
Cova rasa para minha medonha juventude.
Contemplo o jardim..
Uma estrela tomba sobre olhos nocturnos cerrados e sonhos
Desfeitos acariciam-me enquanto gozo sangue
Irreprimível lágrima,eterno quebranto
Da cadeira de rodas assisto o fim
Mas de quem ou de qual engano ?
Jamais haverá outro apego e a falta
Que ostento orgulhoso de nostálgica ilusão.
Atinge-me como onda no oceano profundo
De espelhado céu.
É o mesmo céu e mesma tragédia,
Vivemos todos a espera de menos dor para completar o dia,mentindo.
Preparo-me para sangrar sozinho,nenhuma luz para alcançar o espírito partido.
O idílio e a dama no campo anseiam pela palavra certa
Descansei nos seios de sua dúvida até a partida.
Dos meus lábios ressecamento sorvido estanca desejos
Insubmisso ergo-me para chorar,cova rasa para o suicida
Cova rasa para minha medonha juventude.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Vampirul din Transilvania
No galope do falecido os sonhos esquecidos no decorrer das decepções humanas,
Da entrega e do pacto, do preço e da malignitude em extensa insatisfação mundana,
A representação do desejo inalcançado,o espelho de quem realmente somos,
Naquele que não reflete a própria imagem vagando sorumbático,
Expressão máxima de força no desafio arrogante do batalhador incansável.
Acumulando o peso de tantos espíritos estigmatizados.
No instante em que os últimos raios de sol tingem o horizonte inóspito
Ossos despontam em peitorais cansados de respiração ofegante,semi despertos,
Olhos vidrados vermelhos e abertos detendo a força da natureza que levanta-se,
Ergue-se radiante na espectativa de mais mortes e glórias infernais.
Sinfonia licantrópica,empalidecidos aldeôes recolhidos,
Ofertando sua inocência em monumentos fúnebres
De infelizes contrastes e vincos de tristeza nas faces de muda desgraça
Da janela observando o trancorrer de prantos e desfiles mórbidos
Em caixões ricamente ornamentados de onde acenam condes odiosos.
O frio traz dor aos ossos enfraquecidos,traz lembranças e imagens de antigos ritos
Decepados filhos e iluminados banidos,vidas vazias como as tumbas do anoitecer,
Nenhuma surpresa com mais um desaparecido infante,clemência por tua alma
Clemência por todos que caminham desolados de infinito fardo tombado nos ombros,
Mártires anônimos em sangue que escorre abundante nas colinas dos Cárpatos.
Da entrega e do pacto, do preço e da malignitude em extensa insatisfação mundana,
A representação do desejo inalcançado,o espelho de quem realmente somos,
Naquele que não reflete a própria imagem vagando sorumbático,
Expressão máxima de força no desafio arrogante do batalhador incansável.
Acumulando o peso de tantos espíritos estigmatizados.
No instante em que os últimos raios de sol tingem o horizonte inóspito
Ossos despontam em peitorais cansados de respiração ofegante,semi despertos,
Olhos vidrados vermelhos e abertos detendo a força da natureza que levanta-se,
Ergue-se radiante na espectativa de mais mortes e glórias infernais.
Sinfonia licantrópica,empalidecidos aldeôes recolhidos,
Ofertando sua inocência em monumentos fúnebres
De infelizes contrastes e vincos de tristeza nas faces de muda desgraça
Da janela observando o trancorrer de prantos e desfiles mórbidos
Em caixões ricamente ornamentados de onde acenam condes odiosos.
O frio traz dor aos ossos enfraquecidos,traz lembranças e imagens de antigos ritos
Decepados filhos e iluminados banidos,vidas vazias como as tumbas do anoitecer,
Nenhuma surpresa com mais um desaparecido infante,clemência por tua alma
Clemência por todos que caminham desolados de infinito fardo tombado nos ombros,
Mártires anônimos em sangue que escorre abundante nas colinas dos Cárpatos.
Orgia
A realeza sublime depõe contra a santidade
Do virginal sangue,fonte em falo derrama-se,
Nos olhos dos alabastros,pupilas imóveis,
Na qualidade de eternos monumentos,pecados.
Expondo genitálias e carnes despudoradas,ora rotundas,juvenis dádivas,
Contemplam a peste,a veste erguida e o clamor da mortalha
Trespassando o desejo reprimido,orgia encravada no seio esquerdo
Da prostituta redimida ,a máxima do orgamo recitada em coro ébrio,mesmo flácida.
O gozo no rosto a espera,cerrado em suor e lágrimas,
Fluidos na terna tez lívida onde coagula ferocidade inata,
Compartilha entre incontáveis sorrisos e lábios húmidos a messe lasciva,
Suspiros e gemidos,gritos, a celebração máxima liberta as almas
Em blasfema veneração bacante.
Do virginal sangue,fonte em falo derrama-se,
Nos olhos dos alabastros,pupilas imóveis,
Na qualidade de eternos monumentos,pecados.
Expondo genitálias e carnes despudoradas,ora rotundas,juvenis dádivas,
Contemplam a peste,a veste erguida e o clamor da mortalha
Trespassando o desejo reprimido,orgia encravada no seio esquerdo
Da prostituta redimida ,a máxima do orgamo recitada em coro ébrio,mesmo flácida.
O gozo no rosto a espera,cerrado em suor e lágrimas,
Fluidos na terna tez lívida onde coagula ferocidade inata,
Compartilha entre incontáveis sorrisos e lábios húmidos a messe lasciva,
Suspiros e gemidos,gritos, a celebração máxima liberta as almas
Em blasfema veneração bacante.
sábado, 12 de dezembro de 2009
A Puta Cansada
A puta cansada repousa em meus braços
Esperma alheio corrompe sua lágrima,
Sarcoma de Kaposi conquista as costas
Amargas e solitárias na deselegante mácula.
Eu não posso ajudar,detenho a marca de proscrito,
Acima do rito,da cinza e do grito,
Escorre comigo o brado etéreo do estupro mítico,
Enleio enternecedor consumindo a luz.
A puta cansada com pulsos cortados,
Não o estereótipo ou atenção,desapego e falta,
A ferida aberta,os vasos esxpostos na frieza lívida,saborosa,
Acobertam com sangue imundo nosso romance terminado.
Esperma alheio corrompe sua lágrima,
Sarcoma de Kaposi conquista as costas
Amargas e solitárias na deselegante mácula.
Eu não posso ajudar,detenho a marca de proscrito,
Acima do rito,da cinza e do grito,
Escorre comigo o brado etéreo do estupro mítico,
Enleio enternecedor consumindo a luz.
A puta cansada com pulsos cortados,
Não o estereótipo ou atenção,desapego e falta,
A ferida aberta,os vasos esxpostos na frieza lívida,saborosa,
Acobertam com sangue imundo nosso romance terminado.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Poema qualquer
Sinto-o como prenuncio de orgasmo e tragédia
Não detenho a mão do destino,libérrima mágoa que desagua em medo e ódio
É o momento do ocaso,desponto no estoicismo recente
Mas permito que uma lágrima se vá.
Sou o diáfano reflexo do menino
Sua palidez mortuária.
Veja que ainda atraiçoa o espírito circunspecto
Aquele olhar lascivo.
Sinto-a como aperto e lambida de gato
Desconstruindo minha virilidade para remontar dogmas
Ferido,não detenho a mão do que intitulam destino
Apenas adormeço sob tua ironia grotesca.
Não detenho a mão do destino,libérrima mágoa que desagua em medo e ódio
É o momento do ocaso,desponto no estoicismo recente
Mas permito que uma lágrima se vá.
Sou o diáfano reflexo do menino
Sua palidez mortuária.
Veja que ainda atraiçoa o espírito circunspecto
Aquele olhar lascivo.
Sinto-a como aperto e lambida de gato
Desconstruindo minha virilidade para remontar dogmas
Ferido,não detenho a mão do que intitulam destino
Apenas adormeço sob tua ironia grotesca.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Luminosidade
Não mais que o anjo tombado em crepúsculo sempiterno.
A sisuda fronte do sentimento vago formando-se.
Jaz podre em amor meu sonho antigo,o motivo e a súplica.
Eu caminho sonâmbulo.
Próximo a lembrança ejaculo dor e magma
Sou a estrela morta apodrecendo para sempre.
A sisuda fronte do sentimento vago formando-se.
Jaz podre em amor meu sonho antigo,o motivo e a súplica.
Eu caminho sonâmbulo.
Próximo a lembrança ejaculo dor e magma
Sou a estrela morta apodrecendo para sempre.
Amor desperdiçado
Mecânico,automático,dopado
Abusado e vazio,pus espremido entre conjunturas
E palavras desprovidas do sentido original
Das nossas vidas apodrecidas,
O significado verdadeiro continua.
Em toda parte atravesso os mesmo olhos.
De mágoas e frustrações infindáveis,a semelhante hipocrisia.
A convenção,a norma comportamental e o orgasmo.
O fracasso e o sentimento artificial como a solução final
Contando costelas deformadas em pilhas de interesses escusos.
O sentimento percorre-me,injusto e ingrato,
Eu insisto em exânime amar aquelas mulheres
Que consomem escalpos de egocentrismo em fruição solidária.
Do estroina ao misantropo maior,as palavras de apoio inexistente...
Abusado e vazio,pus espremido entre conjunturas
E palavras desprovidas do sentido original
Das nossas vidas apodrecidas,
O significado verdadeiro continua.
Em toda parte atravesso os mesmo olhos.
De mágoas e frustrações infindáveis,a semelhante hipocrisia.
A convenção,a norma comportamental e o orgasmo.
O fracasso e o sentimento artificial como a solução final
Contando costelas deformadas em pilhas de interesses escusos.
O sentimento percorre-me,injusto e ingrato,
Eu insisto em exânime amar aquelas mulheres
Que consomem escalpos de egocentrismo em fruição solidária.
Do estroina ao misantropo maior,as palavras de apoio inexistente...
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Prazeres orais
Cavalgo sem cela quando posso não quando quero pois não alimento a ilusão de que tudo depende apenas de nossa vontade ou merecimento,por ora,alguém sem feridas que engula minha lança e devolva parece um ótimo plano,o destino é o gozo nas cavidades internas de lábios ornamentados,sim,os de cima,refiro-me também ao prêmio oferecido entre as bem torneadas pernas que serão erguidas acima de meus ombros e por eles sustentadas,mas os lábios de cima primeiro.
Afinal a boca surge antes que as cortinas e montes de baixo apresentem-se,a uretra arde agradavelmente com a sucção refrescante e a língua atrevida de um rosto sem nome mergulhando entre minhas pernas enquanto dedos rígidos brincam no meu saco,apertando-o e formando bolas que alternam o tamanho.
Em alguns momentos ela o deixa completamente por fora,para lamber dos lados,entre a pele fina que desponta do canal por onde ejaculo.O pau humedecido lateja e dói dentro do abrigo quente com dentes pequenos e muito cuspe,além do aroma de alguma bebida gelada,é como se meu penis aumentasse e diminuísse sem mudar de forma ,é massageado por lábios macios...Parece que o gozo virá a qualquer momento e esta é a melhor parte,o modo como o prazer é prolongado pela sensação de antecipação tátil,palpável,certa.
Afinal a boca surge antes que as cortinas e montes de baixo apresentem-se,a uretra arde agradavelmente com a sucção refrescante e a língua atrevida de um rosto sem nome mergulhando entre minhas pernas enquanto dedos rígidos brincam no meu saco,apertando-o e formando bolas que alternam o tamanho.
Em alguns momentos ela o deixa completamente por fora,para lamber dos lados,entre a pele fina que desponta do canal por onde ejaculo.O pau humedecido lateja e dói dentro do abrigo quente com dentes pequenos e muito cuspe,além do aroma de alguma bebida gelada,é como se meu penis aumentasse e diminuísse sem mudar de forma ,é massageado por lábios macios...Parece que o gozo virá a qualquer momento e esta é a melhor parte,o modo como o prazer é prolongado pela sensação de antecipação tátil,palpável,certa.
domingo, 4 de outubro de 2009
Amor satisfeito.
Uma noite a mais que não termina esbatida em lamento e tensão, estou satisfeito temporariamente com o pequeno orgasmo do presente crepúsculo. Um rápido movimento de hábeis mãos e o cinto perdido escondeu-se no sofá, não precisei mover mais que a língua deixando por conta dela todo trabalho pesado atado a suas pernas fortes e firmes, a pele suada e cintura balouçante de enigma juvenil promíscuo, perfume de jasmim,fanatismo com prazo de validade.
O mesmo abraço demorado junto ao portão estreito e as mentiras amorosas tão necessárias massageando meu ego, sou como o super homem fora da cadeira de rodas.
A brisa noturna e o cheiro das prostitutas na cidade sem retoques, luzes estouram em meus olhos cansados mas atentos,uma reta,carros ébrios e prédios deteriorados no Centro da turística violação enganosa.
Caminho um bom tempo até descansar junto a uma parede qualquer, dois viciados brigam por um pacote de conteúdo criminoso,um deles corre e de perto é seguido pelo adversário que apresenta demasiado vigor para um monte de ossos e sujeira.Acendo um cigarro e olho sem enxergar as horas em um grande relógio e suas propagandas inúteis.
Não existem estrelas e todo glamour foi afastado em sono eterno, a sós com a reflexão que atraiçoa o sorriso tênue que ostento orgulhoso em segredo, ainda tenho um longo caminho até em casa com café e teatro a espera do filho pródigo.
O mesmo abraço demorado junto ao portão estreito e as mentiras amorosas tão necessárias massageando meu ego, sou como o super homem fora da cadeira de rodas.
A brisa noturna e o cheiro das prostitutas na cidade sem retoques, luzes estouram em meus olhos cansados mas atentos,uma reta,carros ébrios e prédios deteriorados no Centro da turística violação enganosa.
Caminho um bom tempo até descansar junto a uma parede qualquer, dois viciados brigam por um pacote de conteúdo criminoso,um deles corre e de perto é seguido pelo adversário que apresenta demasiado vigor para um monte de ossos e sujeira.Acendo um cigarro e olho sem enxergar as horas em um grande relógio e suas propagandas inúteis.
Não existem estrelas e todo glamour foi afastado em sono eterno, a sós com a reflexão que atraiçoa o sorriso tênue que ostento orgulhoso em segredo, ainda tenho um longo caminho até em casa com café e teatro a espera do filho pródigo.
domingo, 27 de setembro de 2009
Cutting
Pegue uma lamina,arranque-a do letargo
Despida de cabelo e cabo.
Deslize-a com cuidado,não enfiando a ponta
Apenas rasgando com a linha cortante
Toda extensão do antebraço.
Cortes verticais e profundos para morte,
Cortes menores e incontáveis para descanso.
De uma dor a outra,o sangue e a marca
Permanecerão como a lembrança.
Por toda parte a hipocrisia inocente
Daquelas que não importam-se.
Mutilados olhares de comoção percorrem
Oscilações de desejos mortos.
Anseio sem orgulho pelo carinho dela,
Não almejo sequer a confiança mentida.
Mesmo a mentira para o conforto,a verdade nua
Masturba-se com sorrisos feridos.
Despida de cabelo e cabo.
Deslize-a com cuidado,não enfiando a ponta
Apenas rasgando com a linha cortante
Toda extensão do antebraço.
Cortes verticais e profundos para morte,
Cortes menores e incontáveis para descanso.
De uma dor a outra,o sangue e a marca
Permanecerão como a lembrança.
Por toda parte a hipocrisia inocente
Daquelas que não importam-se.
Mutilados olhares de comoção percorrem
Oscilações de desejos mortos.
Anseio sem orgulho pelo carinho dela,
Não almejo sequer a confiança mentida.
Mesmo a mentira para o conforto,a verdade nua
Masturba-se com sorrisos feridos.
sábado, 19 de setembro de 2009
Sangue
Latex,sangra em filetes que estendem-se
Nas costas nuas.
Nádegas imersas em hematomas,
Estremecem a cada golpe.
Gritos calam-se,esferas opacas
Grudam e rasgam lábios
Enquanto a saliva procura os cantos,
O pênis procura o ânus,
As mãos atam-se ao couro
Que volta a estalar entre as costelas
De duas crianças adultas.
Nas costas nuas.
Nádegas imersas em hematomas,
Estremecem a cada golpe.
Gritos calam-se,esferas opacas
Grudam e rasgam lábios
Enquanto a saliva procura os cantos,
O pênis procura o ânus,
As mãos atam-se ao couro
Que volta a estalar entre as costelas
De duas crianças adultas.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Necro romance
Uma garota frágil recosta-se em mim Ancas que prendem toda atenção,
Acaricia meu rosto cortado e sua língua
Toma minha face esquerda.
Com as pernas abertas,senta-se a mesa
Meu pescoço firme sustenta seu abraço,
Mãos passeiam e invadem toda reentrancia
Eu cuspo esperma e sangue.
Dormimos juntos agora em caixões.
Acaricia meu rosto cortado e sua língua
Toma minha face esquerda.
Com as pernas abertas,senta-se a mesa
Meu pescoço firme sustenta seu abraço,
Mãos passeiam e invadem toda reentrancia
Eu cuspo esperma e sangue.
Dormimos juntos agora em caixões.
domingo, 13 de setembro de 2009
Flores
Flores percorrem túmulos ao vento
Da tempestade cega que norteia sentimentos.
Da janela a poeira de estrelas e o tempo
Desperdiçado sorvendo o magma de recrudescentes decepções.
Flores para meu epitáfio,sob as letras
Declarações e matizes de amores vãos.
Esmagando-me,prensando costelas e sonhos
Flores motivam-me,delas a mais linda
Não hesita em arrastar meu corpo a cova rasa.
Da tempestade cega que norteia sentimentos.
Da janela a poeira de estrelas e o tempo
Desperdiçado sorvendo o magma de recrudescentes decepções.
Flores para meu epitáfio,sob as letras
Declarações e matizes de amores vãos.
Esmagando-me,prensando costelas e sonhos
Flores motivam-me,delas a mais linda
Não hesita em arrastar meu corpo a cova rasa.
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