sexta-feira, 4 de junho de 2010
Solitários...
"Nós, os solitários,nós, sonhadores isolados, deserdados pela vida, que gastamos nossos dias de introspecção perdidos num ar gélido e artificial, espalhando um sopro frio como que proveniente de regiões estranhas, sempre que estamos entre seres humanos vivos que veem nossas frontes marcadas com o sinal da sabedoria e do medo; nós, pobres fantasmas da vida, que somos recebidos com um olhar embaçado, e logo que possível deixados a sós, para que nosso olho vazio e perquiridor não sombreie a alegria... Todos nós acalentamos uma oculta e insaciável nostalgia das coisas inocentes, simples e reais da vida; um pouquinho de felicidade amável, devotada, humana e familiar. Aquela 'vida' da qual estamos apartados -- não a encaramos como uma beleza selvagem e um esplendor cruel, não é pelo extraordinário que possa conter que ansiamos por ela, nós, que somos os extraordinários. O reino do nosso nostálgico amor é o reino das coisas normais, agradáveis e respeitáveis, é a vida com tudo o que tem de tentador e banal; é isso que queremos..."
MANN, Thomas. Os famintos e outras historias. Trad: Lya Luft. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000, p. 154.
MANN, Thomas. Os famintos e outras historias. Trad: Lya Luft. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000, p. 154.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Amante Magoada
Mudez ressentida,acaso premeditado.
A rotina esmagadora do exausto final.
Na solitária campanha até a nocturna senda.
Vegeto a sombra de perfeição nos delicados traços
No calor da pele,no abraço.
Plenitude mórbida em densa pairagem.
Outro vislumbre negado,
Colosso e mártir erigidos a sombra de passagem.
O carinho não consentido nos braços feridos,
O descontentamento ansioso dos lábios
E a fremente ilusão do lamento.
Sangue intérmino irrompe das estrelas no calvário
Ósculo ingenuo crepuscular,
Da paixão esmorece o clamor
Distante,como pária sorve a dor iridiscente
Perscrutador o signo de rejeitado a longos haustos
Entorpece motivações e novos desejos.
Excelso amor exaltado da alacridade a silente decepção,
Diluencia do lúbrico desejo na agonia
Vela enquanto esparsas tempestades
De indizível tristeza passeiam na amplitude do vazio celeste
Em cada gesto de minha amante magoada.
A rotina esmagadora do exausto final.
Na solitária campanha até a nocturna senda.
Vegeto a sombra de perfeição nos delicados traços
No calor da pele,no abraço.
Plenitude mórbida em densa pairagem.
Outro vislumbre negado,
Colosso e mártir erigidos a sombra de passagem.
O carinho não consentido nos braços feridos,
O descontentamento ansioso dos lábios
E a fremente ilusão do lamento.
Sangue intérmino irrompe das estrelas no calvário
Ósculo ingenuo crepuscular,
Da paixão esmorece o clamor
Distante,como pária sorve a dor iridiscente
Perscrutador o signo de rejeitado a longos haustos
Entorpece motivações e novos desejos.
Excelso amor exaltado da alacridade a silente decepção,
Diluencia do lúbrico desejo na agonia
Vela enquanto esparsas tempestades
De indizível tristeza passeiam na amplitude do vazio celeste
Em cada gesto de minha amante magoada.
domingo, 30 de maio de 2010
Lady
Chafurdo e revolvo sua pele. Língua serpeante devota teu corpo. Corpete entrelaçado no tapete, movimentos febris balançam a rede.
Desembaraço teus cabelos, eles caem como espirais negras e descansam no teu colo. Misturo nossos lábios e confundo a saliva, teus mamilos vêm beijar os meus.
Tateio teu dorso com mãos cegas, tatuo minha boca em tua nuca. Nesse estranho bailar de nossas vulvas, perdem-se os anéis, ficam os dedos.
Pruriginoso ardil de ancas para deflorar o ânus com pau de faz-de-conta. Feminil motriz que faz de ti minha senhorinha e faz de mim tua meretriz.
Descansa, descansa agora minha fada-madrinha, porque depois da grande janela tem o prado, depois do prado tem as estrelas.
Em breve mais escritos dessa maravilhosa e original escritora e jornalista...
Desembaraço teus cabelos, eles caem como espirais negras e descansam no teu colo. Misturo nossos lábios e confundo a saliva, teus mamilos vêm beijar os meus.
Tateio teu dorso com mãos cegas, tatuo minha boca em tua nuca. Nesse estranho bailar de nossas vulvas, perdem-se os anéis, ficam os dedos.
Pruriginoso ardil de ancas para deflorar o ânus com pau de faz-de-conta. Feminil motriz que faz de ti minha senhorinha e faz de mim tua meretriz.
Descansa, descansa agora minha fada-madrinha, porque depois da grande janela tem o prado, depois do prado tem as estrelas.
Em breve mais escritos dessa maravilhosa e original escritora e jornalista...
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Jan Saudek & Sara Saudková
Česká dívka zpívá, 1990
Čtenář Dostojevského, 2000
Portrét dámy M., 1984
Gábina se holí, 1982
Svátost manželství, 1987
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Jan Saudek,
Sara Saudková
segunda-feira, 24 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Libertários autoritários e politicamente correcto
Tendo um já longo e pesado passado de idealismo político tenho notado que, de ano para ano – ou mesmo de dia para dia, é cada vez mais difícil conseguir-se ser verdadeiramente libertário sem atrair atenções negativas, já que o ideal libertário comporta que se defenda acima de tudo uma liberdade de expressão que se encontra cada vez mais ameaçada quer por leis restritivas criadas pelos governos nacionais ou impostas por Bruxelas, quer pelo obscurantismo ideológico que pintou o mundo a preto e branco, dividido em "bons" e "maus", que resulta em que os libertários a sério – que defendem uma liberdade de opinião e pensamento absoluta para todos – sejam acusados umas vezes de "fascistas" e outras de "comunistas", dependendo do alinhamento político (divisão direita/esquerda) de quem discorda com determinado ponto de vista....
...Eu sinto na pele que cada vez mais é difícil manter-se fiel a um ideal libertário quando todos em nosso redor, não só o Estado, se escudam em superioridades morais abstractas que os tornam a eles numa autêntica polícia política autoritária, acusando e atacando qualquer um que recuse fazer parte do rebanho politicamente correcto, tudo o que não seja preto ou branco por natureza é pintado à força de modo a caber no ambiente totalitário actual, mais auto infligido que imposto – uma vez que este ambiente se foi criando tão lentamente, mas tão lentamente, que mal demos por ele… mas agora afecta-nos a todos.
Ainda vamos sobrevivendo e resistindo, mas até quando?
...Eu sinto na pele que cada vez mais é difícil manter-se fiel a um ideal libertário quando todos em nosso redor, não só o Estado, se escudam em superioridades morais abstractas que os tornam a eles numa autêntica polícia política autoritária, acusando e atacando qualquer um que recuse fazer parte do rebanho politicamente correcto, tudo o que não seja preto ou branco por natureza é pintado à força de modo a caber no ambiente totalitário actual, mais auto infligido que imposto – uma vez que este ambiente se foi criando tão lentamente, mas tão lentamente, que mal demos por ele… mas agora afecta-nos a todos.
Ainda vamos sobrevivendo e resistindo, mas até quando?
sexta-feira, 14 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
Rebel,rebel...
"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam."
quarta-feira, 5 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Materialismo bélico
A ideia guerreira não se reduz a um materialismo, nem é sinónimo de exaltação do uso brutal da força e da violência destrutiva. A formação calma, consciente e dominada do ser interior e do comportamento, o amor pela distância, pela hierarquia, pela ordem, a faculdade de subordinar o elemento passional e individualista de si mesmo a princípios e fins superiores, sobretudo aos da honra e do dever, são elementos essenciais a esta ideia e o fundamento de um estilo preciso, que viria a perder-se quando estes Estados em que tudo isto pertencia a uma severa e longa tradição quase de casta, foram substituídos por democracias nacionalistas, em que o dever do serviço militar substituiu o direito às armas."
sábado, 1 de maio de 2010
Para Lindsay
Vachel, as estrelas se apagaram
a escuridão caiu na estrada do Colorado
um automóvel rasteja lento na planície
pelo rádio ressoa o clangor do jazz na penumbra
o inconsolável caixeiro viajante acende mais um cigarro
Há 27 anos em outra cidade
eu vejo sua sombra na parede
você de suspensórios sentado na cama
a mão de sombra encosta uma pistola em sua cabeça
seu vulto cai no assoalho
O verso a mão de sombra encosta uma pistola em sua cabeça, the shadow hand lifts up a pistol to your head, é licença poética. Na edição definitiva de seus poemas (Collected Poems, 1947-1980, Harper & Row, 1984), Ginsberg corrigiu-o para the shadow hand lifts a Lisol bottle to your head, a mão de sombra ergue uma garrafa de Lisol até sua cabeça.
Tradução:Claudio Willer
a escuridão caiu na estrada do Colorado
um automóvel rasteja lento na planície
pelo rádio ressoa o clangor do jazz na penumbra
o inconsolável caixeiro viajante acende mais um cigarro
Há 27 anos em outra cidade
eu vejo sua sombra na parede
você de suspensórios sentado na cama
a mão de sombra encosta uma pistola em sua cabeça
seu vulto cai no assoalho
O verso a mão de sombra encosta uma pistola em sua cabeça, the shadow hand lifts up a pistol to your head, é licença poética. Na edição definitiva de seus poemas (Collected Poems, 1947-1980, Harper & Row, 1984), Ginsberg corrigiu-o para the shadow hand lifts a Lisol bottle to your head, a mão de sombra ergue uma garrafa de Lisol até sua cabeça.
Tradução:Claudio Willer
Igualitarismo
“A obsessão de igualdade dos demagogos é mais perigosa que a brutalidade dos galões… embora para o anarca as duas coisas sejam meramente teóricas, porque igualmente as repele. O oprimido pode voltar a se erguer, caso tenha conservado a vida. O homem igualado fica arruinado física e moralmente. Quem é diferente não é nosso igual. Eis uma das causas das freqüentes perseguições aos judeus..."
Eumeswil, Ernst Jünger.
Eumeswil, Ernst Jünger.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Melancolia
Como definir essa onda de vaga tormenta,
Espiral de languidez e morte
Aspirando atos finais de trágicos emblemas
Nos mausoléus de ermos pensamentos ?
O amor a esse sofrimento evoca
Abortos mal sucedidos de tragédias recentes
Em cicatrizes extensas acima do céu
Percorrendo solitários devaneios.
Selado no túmulo abraçado ao olhar
De incoercível revolta contemplo
O nascimento de chagas nas mãos
Comprimindo inuteis laços corrediços
Que sangram farpas de partidos ossos.
Espiral de languidez e morte
Aspirando atos finais de trágicos emblemas
Nos mausoléus de ermos pensamentos ?
O amor a esse sofrimento evoca
Abortos mal sucedidos de tragédias recentes
Em cicatrizes extensas acima do céu
Percorrendo solitários devaneios.
Selado no túmulo abraçado ao olhar
De incoercível revolta contemplo
O nascimento de chagas nas mãos
Comprimindo inuteis laços corrediços
Que sangram farpas de partidos ossos.
terça-feira, 20 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
A garota cega
Seus olhos despontam da languidez violada
Na tristeza de pérpetua inocência.
Caminho entre alucinações e tão singela expressão
Arranca-me do letargo a passoas largos.
Conduzi-la seria o maior dos sonhos
Para sorver o calor de singular afago e então
Tornar ainda maior o desejo vivo
Para a satisfação de ansiosos corpos etéreos.
Seus olhos como testemunhas emudecidas
Na condição imutável do que não contempla,tampouco sente ou sabe.
A consciência vaga da própria beleza,o vazio...
Seus olhos no infinito refletem-me sozinho
Sem o conhecimento da paixão que a noite consome
Enquanto desaparece ao longe o vislumbre de raro fascínio devorado pela escuridão de nossos anseios disformes.
Na tristeza de pérpetua inocência.
Caminho entre alucinações e tão singela expressão
Arranca-me do letargo a passoas largos.
Conduzi-la seria o maior dos sonhos
Para sorver o calor de singular afago e então
Tornar ainda maior o desejo vivo
Para a satisfação de ansiosos corpos etéreos.
Seus olhos como testemunhas emudecidas
Na condição imutável do que não contempla,tampouco sente ou sabe.
A consciência vaga da própria beleza,o vazio...
Seus olhos no infinito refletem-me sozinho
Sem o conhecimento da paixão que a noite consome
Enquanto desaparece ao longe o vislumbre de raro fascínio devorado pela escuridão de nossos anseios disformes.
domingo, 4 de abril de 2010
Delírio e Pranto
Meu pesar ensaia o derradeiro grito
Em teu nome enlevando-se na carne.
Dos lábios a ferida mais profunda junto ao escárnio
Umedece o lamento cálido.
Próximo do retrato a lágrima.
Do pranto um aborto estarrecido brada
Enlaçado afoga-se no sangue de nosso passado
Desaparece como mácula infecta
Amortalhado pelo esplendor do céu variado de aurora.
Absorvo a dor pela falta,
De suas mãos o conforto na face
Lembra-me como fogo fátuo tesouro
De inalcançáveis paragens,lenda
Tida como delírio de ópio
Em forma de egrégia mulher
Distante.
Em teu nome enlevando-se na carne.
Dos lábios a ferida mais profunda junto ao escárnio
Umedece o lamento cálido.
Próximo do retrato a lágrima.
Do pranto um aborto estarrecido brada
Enlaçado afoga-se no sangue de nosso passado
Desaparece como mácula infecta
Amortalhado pelo esplendor do céu variado de aurora.
Absorvo a dor pela falta,
De suas mãos o conforto na face
Lembra-me como fogo fátuo tesouro
De inalcançáveis paragens,lenda
Tida como delírio de ópio
Em forma de egrégia mulher
Distante.
domingo, 7 de março de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Calígula
Ainda criança, cometeu incesto, provavelmente precedido de violência, com uma de suas
irmãs, Drusila, a quem ficou devotado, à sua maneira, por todo o resto da vida dela. É uma
questão em aberto saber se esse incesto terá sido causa ou resultado do seu desequilíbrio
mental; mas do que não restam dúvidas é que ele foi, durante a maior parte do seu reinado,
uma cabeça completamente oca.
Ao falecer Drusila, publicou um decreto declarando crime de pena capital alguém, fosse
quem fosse, rir, banhar-se ou tomar refeições com os pais, o cônjuge ou os filhos, duranteaquele luto oficial.
Não amou as restantes irmãs, antes as prostituía a quem entendia fazê-lo. Na sua vida
sexual, tal como na pública, revelava um forte componente sadístico. Se uma mulher lhe
despertava interesse, afastava-a do marido sem a menor hesitação; como foi o caso com
uma certa Paulina, que ele chamou a si desse modo e, depois de se servir dela durante um
breve período, mandou-a embora, proibindo-lhe, sob pena de morte, que jamais tivesse
outra vez relações sexuais com quem quer que fosse. Exibiu Cesónia, ”que nem era bonita
nem jovem”, inteiramente nua diante dos amigos, só a desposando quando ela já estava
perto de dar à luz um filho dele.
Tanto aos criminosos comuns, como a toda a população romana em geral, infligia as
crueldades físicas e mentais que lhe ditava o seu cérebro mais do que semialienado. Aos
criminosos já julgados e sentenciados, atirava-os para pasto dos leões; e ninguém estava
livre do constante perigo de morrer sob tortura, nem mesmo os cortesãos que o cercavam.
Certa vez, num banquete, subitamente desatou numa desmedida gargalhada e, quando os
cônsules que estavam próximos dele polidamente inquiriram o motivo daquela hilaridade,
respondeu-lhes: ”É que se eu tivesse feito apenas um único sinal de cabeça, poderia tervos
degolado a todos, aqui mesmo.” Combinava um misto de infantilidade e diabólico
requinte, nas torturas que aplicava, particularmente tratando-se de acrescentar agonia
mental à dor física. Fazia questão de que se procedessem às inquisições pelos tratos em
sua presença, estando ele a banquetear-se e, duma vez em que, num jantar, foi apanhado
um escravo em acto de furtar uma peça de prata, ordenou Calígula que se cortassem as
mãos ao ladrão e lhas pendurassem ao pescoço, juntamente com um cartaz em que se
esclarecia a razão daquele castigo e assim fosse o supliciado feito percorrer todo o salão.
Nos banquetes, convidava para junto de si as mulheres que cobiçasse, tendo sempre o
cuidado de convidar também os respectivos maridos, ao mesmo tempo, e então, ao
passarem elas aos pés do seu leito, ”ele as examinava de alto a baixo, de modo
discriminativo e acintoso, como se estivesse a comprar escravos, chegando até a estender
a mão para fazer erguer o rosto de quem quer que o houvesse baixado pudicamente; em
seguida, sempre que lhe dava na veneta, deixava a sala e mandava que lhe levassem aquela
que lhe agradara mais, voltando pouco depois, com evidentes sinais exteriores na sua
pessoa do que se teria passado e, inclusive, emitindo comentários ou críticas sobre a
comparte, passando em revista os encantos ou as deficiências, dela, bem como a
intensidade das suas reacções. A algumas delas, mandava declarações de divórcio em nome dos
maridos ausentes, fazendo constar tais documentos dos registos públicos... quase não
havia uma só mulher de alta condição da qual ele não se aproximasse”.
Burgo Partridge in HISTÓRIA DAS ORGIAS
(Tradução de Leonel Cândido Silva Phébo)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
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