domingo, 6 de junho de 2010

Industrial generation

Deadly Perception


The flow



Nu Lost Generation -2006-

   

                                   Factory2010 (DINA4 Mixed Media print on bamboo290).


Blow Smoke (mixed media print on canvas).

Into Wasted Land

Mundo moderno...

É inútil procurar iludir-se com as quimeras de qualquer optimismo: estamos hoje no final de um ciclo. Desde há séculos, insensivelmente primeiro, depois, como o movimento de uma massa que desaba, processos múltiplos destruíram no Ocidente todo o ordenamento normal e legítimo dos homens, falsearam toda a concepção elevada do viver, do agir, do conhecer e do combater. Ao movimento dessa queda, à sua velocidade, à sua vertigem, chamou-se “progresso”. Ao “progresso” foram dedicados hinos e supôs-se enganosamente que esta civilização — civilização de matéria e de máquinas — fosse a civilização por excelência, aquela a que toda a história do mundo estava pré-ordenada: até que as consequências últimas de todo o processo se manifestaram tais, que impuseram a alguns um despertar.
 

sábado, 5 de junho de 2010

Alan Tex





Contact: alantex@lagalerie.be

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Maria sejas louvada

Maria sejas louvada
Como és tão apertada
Uma virgindade assim
É coisa demais p'ra mim.


Seja como for o sémen
Sempre o derramo expedito:
Ao fim dum tempo infinito
Muito antes do amen.


Maria sejas louvada
Tua virgindade encruada
'Inda me pões fora de mim.
Porque és tão fiel assim?


Por que devo eu, que dialho
Só porque esperaste tanto
Logo eu, o teu encanto
Em vez doutro ter trabalho?




(Tradução de Aires Graça)

Joanna Fishnets





Vintage Tattoo 2

Solitários...

"Nós, os solitários,nós, sonhadores isolados, deserdados pela vida, que gastamos nossos dias de introspecção perdidos num ar gélido e artificial, espalhando um sopro frio como que proveniente de regiões estranhas, sempre que estamos entre seres humanos vivos que veem nossas frontes marcadas com o sinal da sabedoria e do medo; nós, pobres fantasmas da vida, que somos recebidos com um olhar embaçado, e logo que possível deixados a sós, para que nosso olho vazio e perquiridor não sombreie a alegria... Todos nós acalentamos uma oculta e insaciável nostalgia das coisas inocentes, simples e reais da vida; um pouquinho de felicidade amável, devotada, humana e familiar. Aquela 'vida' da qual estamos apartados -- não a encaramos como uma beleza selvagem e um esplendor cruel, não é pelo extraordinário que possa conter que ansiamos por ela, nós, que somos os extraordinários. O reino do nosso nostálgico amor é o reino das coisas normais, agradáveis e respeitáveis, é a vida com tudo o que tem de tentador e banal; é isso que queremos..."



MANN, Thomas. Os famintos e outras historias. Trad: Lya Luft. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000, p. 154.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Femme Fatale

Amante Magoada

Mudez ressentida,acaso premeditado.

A rotina esmagadora do exausto final.

Na solitária campanha até a nocturna senda.

Vegeto a sombra de perfeição nos delicados traços

No calor da pele,no abraço.

Plenitude mórbida em densa pairagem.


Outro vislumbre negado,

Colosso e mártir erigidos a sombra de passagem.

O carinho não consentido nos braços feridos,

O descontentamento ansioso dos lábios

E a fremente ilusão do lamento.


Sangue intérmino irrompe das estrelas no calvário

Ósculo ingenuo crepuscular,

Da paixão esmorece o clamor

Distante,como pária sorve a dor iridiscente

Perscrutador o signo de rejeitado a longos haustos

Entorpece motivações e novos desejos.


Excelso amor exaltado da alacridade a silente decepção,

Diluencia do lúbrico desejo na agonia

Vela enquanto esparsas tempestades

De indizível tristeza passeiam na amplitude do vazio celeste

Em cada gesto de minha amante magoada.

domingo, 30 de maio de 2010

Lady

Chafurdo e revolvo sua pele. Língua serpeante devota teu corpo. Corpete entrelaçado no tapete, movimentos febris balançam a rede.


Desembaraço teus cabelos, eles caem como espirais negras e descansam no teu colo. Misturo nossos lábios e confundo a saliva, teus mamilos vêm beijar os meus.

Tateio teu dorso com mãos cegas, tatuo minha boca em tua nuca. Nesse estranho bailar de nossas vulvas, perdem-se os anéis, ficam os dedos.


Pruriginoso ardil de ancas para deflorar o ânus com pau de faz-de-conta. Feminil motriz que faz de ti minha senhorinha e faz de mim tua meretriz.


Descansa, descansa agora minha fada-madrinha, porque depois da grande janela tem o prado, depois do prado tem as estrelas.



Em breve mais escritos dessa maravilhosa e original escritora e jornalista...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Jan Saudek & Sara Saudková

Česká dívka zpívá, 1990
Čtenář Dostojevského, 2000
Portrét dámy M., 1984
Gábina se holí, 1982
Svátost manželství, 1987

segunda-feira, 24 de maio de 2010

sábado, 22 de maio de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Libertários autoritários e politicamente correcto

Tendo um já longo e pesado passado de idealismo político tenho notado que, de ano para ano – ou mesmo de dia para dia, é cada vez mais difícil conseguir-se ser verdadeiramente libertário sem atrair atenções negativas, já que o ideal libertário comporta que se defenda acima de tudo uma liberdade de expressão que se encontra cada vez mais ameaçada quer por leis restritivas criadas pelos governos nacionais ou impostas por Bruxelas, quer pelo obscurantismo ideológico que pintou o mundo a preto e branco, dividido em "bons" e "maus", que resulta em que os libertários a sério – que defendem uma liberdade de opinião e pensamento absoluta para todos – sejam acusados umas vezes de "fascistas" e outras de "comunistas", dependendo do alinhamento político (divisão direita/esquerda) de quem discorda com determinado ponto de vista....

...Eu sinto na pele que cada vez mais é difícil manter-se fiel a um ideal libertário quando todos em nosso redor, não só o Estado, se escudam em superioridades morais abstractas que os tornam a eles numa autêntica polícia política autoritária, acusando e atacando qualquer um que recuse fazer parte do rebanho politicamente correcto, tudo o que não seja preto ou branco por natureza é pintado à força de modo a caber no ambiente totalitário actual, mais auto infligido que imposto – uma vez que este ambiente se foi criando tão lentamente, mas tão lentamente, que mal demos por ele… mas agora afecta-nos a todos.


Ainda vamos sobrevivendo e resistindo, mas até quando?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Hardtied



domingo, 9 de maio de 2010

Vintage Tattoo

Rebel,rebel...

"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam."

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Steampunk and Cyberpunk Art

Courtisane
Post Nuke Restaurant

Dieu du Stade

Stalinator

domingo, 2 de maio de 2010

Nana de Herrera, c.1928-29

Materialismo bélico

A ideia guerreira não se reduz a um materialismo, nem é sinónimo de exaltação do uso brutal da força e da violência destrutiva. A formação calma, consciente e dominada do ser interior e do comportamento, o amor pela distância, pela hierarquia, pela ordem, a faculdade de subordinar o elemento passional e individualista de si mesmo a princípios e fins superiores, sobretudo aos da honra e do dever, são elementos essenciais a esta ideia e o fundamento de um estilo preciso, que viria a perder-se quando estes Estados em que tudo isto pertencia a uma severa e longa tradição quase de casta, foram substituídos por democracias nacionalistas, em que o dever do serviço militar substituiu o direito às armas."

sábado, 1 de maio de 2010

Apres le Bain 1875

Para Lindsay

Vachel, as estrelas se apagaram
a escuridão caiu na estrada do Colorado
um automóvel rasteja lento na planície
pelo rádio ressoa o clangor do jazz na penumbra
o inconsolável caixeiro viajante acende mais um cigarro
Há 27 anos em outra cidade
eu vejo sua sombra na parede
você de suspensórios sentado na cama
a mão de sombra encosta uma pistola em sua cabeça
seu vulto cai no assoalho




O verso a mão de sombra encosta uma pistola em sua cabeça, the shadow hand lifts up a pistol to your head, é licença poética. Na edição definitiva de seus poemas (Collected Poems, 1947-1980, Harper & Row, 1984), Ginsberg corrigiu-o para the shadow hand lifts a Lisol bottle to your head, a mão de sombra ergue uma garrafa de Lisol até sua cabeça.

Tradução:Claudio Willer

Igualitarismo

“A obsessão de igualdade dos demagogos é mais perigosa que a brutalidade dos galões… embora para o anarca as duas coisas sejam meramente teóricas, porque igualmente as repele. O oprimido pode voltar a se erguer, caso tenha conservado a vida. O homem igualado fica arruinado física e moralmente. Quem é diferente não é nosso igual. Eis uma das causas das freqüentes perseguições aos judeus..."


Eumeswil, Ernst Jünger.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Melancolia

Como definir essa onda de vaga tormenta,
Espiral de languidez e morte
Aspirando atos finais de trágicos emblemas
Nos mausoléus de ermos pensamentos ?

O amor a esse sofrimento evoca
Abortos mal sucedidos de tragédias recentes
Em cicatrizes extensas acima do céu
Percorrendo solitários devaneios.

Selado no túmulo abraçado ao olhar
De incoercível revolta contemplo
O nascimento de chagas nas mãos
Comprimindo inuteis laços corrediços
Que sangram farpas de partidos ossos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

domingo, 18 de abril de 2010

A garota cega

Seus olhos despontam da languidez violada
Na tristeza de pérpetua inocência.
Caminho entre alucinações e tão singela expressão
Arranca-me do letargo a passoas largos.

Conduzi-la seria o maior dos sonhos
Para sorver o calor de singular afago e então
Tornar ainda maior o desejo vivo
Para a satisfação de ansiosos corpos etéreos.

Seus olhos como testemunhas emudecidas
Na condição imutável do que não contempla,tampouco sente ou sabe.
A consciência vaga da própria beleza,o vazio...

Seus olhos no infinito refletem-me sozinho
Sem o conhecimento da paixão que a noite consome
Enquanto desaparece ao longe o vislumbre de raro fascínio devorado pela escuridão de nossos anseios disformes.

domingo, 4 de abril de 2010

Latex fetish in the beach-Part 2

Delírio e Pranto

Meu pesar ensaia o derradeiro grito
Em teu nome enlevando-se na carne.
Dos lábios a ferida mais profunda junto ao escárnio
Umedece o lamento cálido.

Próximo do retrato a lágrima.
Do pranto um aborto estarrecido brada
Enlaçado afoga-se no sangue de nosso passado
Desaparece como mácula infecta
Amortalhado pelo esplendor do céu variado de aurora.

Absorvo a dor pela falta,
De suas mãos o conforto na face
Lembra-me como fogo fátuo tesouro
De inalcançáveis paragens,lenda
Tida como delírio de ópio
Em forma de egrégia mulher

Distante.

domingo, 7 de março de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010